A Especialista em Resultados de ativos é referência em recuperação de crédito e soluções personalizadas de cobrança, atuando com ética, tecnologia e foco em resultados. Atendemos empresas em todo o Brasil com estratégias eficientes de gestão de ativos.
A recuperação judicial deixou de ser um tema distante e passou a fazer parte da rotina dos shopping centers no Brasil. Nos últimos anos, o aumento expressivo de pedidos, impulsionado principalmente por micro e pequenas empresas, trouxe novos desafios para administradoras, lojistas e áreas jurídicas.
Segundo dados mencionados durante o encontro do PLC Speaker, houve um crescimento superior a 50% nos pedidos de recuperação judicial entre 2023 e 2024. Esse cenário acende um alerta importante para o setor de varejo físico.
O que muda quando um lojista entra em recuperação judicial?
Na prática, o principal impacto para os shoppings está na divisão das dívidas em dois momentos:
- Débitos anteriores ao pedido (concursais): ficam congelados e serão pagos conforme o plano de recuperação judicial
- Débitos posteriores (extraconcursais): devem ser pagos normalmente
Essa separação gera uma série de dúvidas operacionais, como:
- O que pode ou não ser cobrado?
- Encargos como IPTU entram ou não na recuperação?
- É possível cobrar garantidores, como fiadores?
Além disso, existe uma regra crítica: não é permitido receber valores fora do plano de recuperação, sob risco de configurar crime falimentar, tanto para o devedor quanto para o credor.
Stay period e limitações legais
Outro ponto relevante é o chamado stay period, período em que as ações de cobrança e execução ficam suspensas. Isso impacta diretamente a capacidade de reação dos shoppings diante da inadimplência.
Há, no entanto, discussões jurídicas importantes:
- A suspensão inclui ou não ações de despejo?
- O shopping pode retomar o ponto comercial?
A resposta ainda não é totalmente uniforme, o que reforça a insegurança jurídica no tema.
Gestão prática dentro dos shoppings
Na operação do dia a dia, os gestores adotam algumas estratégias-chave:
- Monitoramento de inadimplência
A inadimplência é o principal sinal de alerta. Acompanhamento próximo permite agir antes que a situação evolua para uma recuperação judicial. - Separação clara de períodos
Uma prática comum é tratar o momento da recuperação como um “marco zero”: Passado: sujeito ao plano e Futuro: relação comercial normalizada. - Manutenção do relacionamento comercial
Mesmo em recuperação, o lojista continua sendo relevante para o shopping. A estratégia costuma ser preservar a operação e evitar rupturas desnecessárias. - Avaliação da atratividade da loja
Nem sempre o problema é apenas financeiro. Lojas desabastecidas ou com baixa performance podem impactar o fluxo do shopping como um todo.
Desafios específicos do setor
Os shopping centers enfrentam particularidades importantes:
- Contratos de locação atípicos
- Estrutura de cobrança com múltiplos encargos
- Dependência da atratividade do mix de lojas
Além disso, há situações distintas, como:
- Redes com lojas próprias (impactadas diretamente pela RJ)
- Franquias, que podem continuar operando normalmente mesmo com o franqueador em recuperação
Um cenário em transformação
A recuperação judicial deixou de ser exceção e passou a ser parte da dinâmica do varejo. Para os shopping centers, isso exige:
- maior integração entre jurídico, financeiro e operação
- decisões rápidas e bem fundamentadas
- equilíbrio entre proteção financeira e manutenção do negócio
Mais do que um problema jurídico, trata-se de um desafio estratégico.
Conte com a Especialista em Resultados de ativos para recuperação de crédito, cobrança estratégica e gestão de inadimplência. Soluções personalizadas para empresas que buscam eficiência e aumento de performance financeira.
